O princípio, era Aristóteles. Depois, Syd Field transformou em manual a técnica, até então não escrita, que há milênios prendia plateias e leitores em toda a humanidade. Uma coisa é certa: roteiros e estórias escritas em 3 atos são um sucesso, e essa é a razão pela qual milhares de obras optam por essa estrutura de roteiro todos os anos.

Como diz Robert McKee: trata-se de uma forma, não uma fórmula. Mas é claro que o roteirista que quiser transgredir essa forma o fará melhor caso a domine antes. Toda arte funciona assim, e a escrita não é diferente.

Mas como funciona?

De uma forma bem resumida, é assim: primeiro o roteirista introduz a história, quem são os personagens, onde vivem, etc. Depois, algo acontece, e esse evento coloca os personagens na busca de um objetivo que não era algo que pretendiam buscar no início da obra. Esse acontecimento deve ser um fato transformador, que coloque os personagens em uma busca por algo. Se for um romance, é a busca pela pessoa ideal. Se for um filme de ação, por acabar com uma grande ameaça. Em uma comédia ou drama, a busca pela reparação de um erro. São muitas as possibilidades!

A partir desse acontecimento, a obra entra no segundo ato. Esse segundo ato é a parte mais importante do filme, peça ou livro. É o momento em que quase tudo vai acontecer, tudo que transforma as vidas do personagem. Nesse ato, em geral, os personagens se revelam: quem é amigo, inimigo, aliado, adversário. No fim do segundo ato, o personagem chega no início da resolução do conflito. Os protagonistas ficam juntos? Vão casar? O herói salvou o mundo? O personagem salvou o dia, a família, o emprego? O próximo ato vai dizer!

Depois disso, há um curto terceiro ato que resolve não apenas as questões já levantadas, mas que tem também o objetivo de mostrar que fim levou o núcleo central de personagens, quem vive, quem morre, quem se dá bem, quem se dá mal.

Este texto, já dissemos, é um modo bem resumido de se encarar o método de roteiro de Syd Field. No curso de Roteiro do LAFilm você vai aprender essa técnica de escrita do melhor jeito possível: na prática. É uma oportunidade incrível de não apenas escrever roteiros, mas de filmá-los.